Capítulo 10
Vassouras não foram feitas para voar.
Alguém pode me explicar quem foi o primeiro bruxo que achou que seria uma ótima ideia voar em vassouras?
Eu tenho quase certeza de que ele tinha um parafuso a menos.
Aqui na cidade dos bruxos, o principal meio de transporte é a vassoura. E, a partir dos doze anos, a gente já pode ter a própria, o que me parece um erro gravíssimo.
Acredite quando eu digo: eu preferia um jegue voador do que subir em uma daquelas de novo. Pelo menos o jegue tem onde sentar.
Na aula de Voo e Locomoção Mágica, a diretora Maldona nos instruiu. Ela é exatamente o tipo de pessoa que vem à cabeça quando falamos em bruxa. Em todos os sentidos da palavra.
Inclusive a verruga peluda na ponta do nariz.
— Aqui na Escola Lúmina prezamos pela segurança dos bruxos… e, inclusive, das outras criaturas!
Nossa, quanta gentileza conosco, pobres… criaturas.
— Lembrem-se de se posicionar exatamente no meio da vassoura. Duas batidas no chão serão suficientes para ativá-la.
Eu queria ter faltado hoje…
Se essa história fosse um livro, eu diria que hoje conheci meu arqui-inimigo, mas como isso é a minha vida, vou dizer somente que conheci o bruxo mais idiota que já passou na minha frente.
Estávamos em uma turma enorme de bruxos e, quando a diretora terminou a frase, tinha vassoura voando pra todo lado.
O plano era começar devagar, mas tenho quase certeza de que aquela vassoura não voava há muito tempo, porque foi só eu dar as tais batidinhas que saí pelos ares, rodopiando como um pássaro bêbado.
Quando eu já estava em paz com a ideia de que conheceria o Vale dos Ecos mais cedo do que imaginava, minha vassoura deu uma pirueta e bateu com tudo na de um bruxo ruivo que eu já tinha visto pelos corredores roubando o lanche dos alunos mais novos.
Ele caiu da vassoura e bateu a cabeça no chão. A vassoura dele partiu no meio e ele me olhou com um olhar tão bravo que eu podia jurar que vi fumaça saindo de sua cabeça.
— Sua vampira sem noção! — ele levou as mãos ao rosto, onde o impacto tinha deixado um galo enorme na testa. — Olha o que você fez! Isso vai demorar séculos pra cicatrizar!
— Foi sem querer, tá? Desculpa!— eu ainda me levantava, tirando grama de cada centímetro da roupa. — Eu perdi o controle.
— Você vai ver! — ele ergueu os dois pedaços da vassoura quebrada. — Da próxima vez, pensa duas vezes antes de sair do caixão onde dorme!
Sério? Caixão? Eu já perdi a conta de quantas vezes escutei esse insulto.
Eu sei que deveria me controlar mas, quando vi, já estava gritando:
— Com essa cara de abóbora mal desenhada, eu te fiz um favor!
Alguns alunos riram. E, sinceramente? Ele estava mesmo parecendo aquelas abóboras do Dia das Bruxas…
Minha piadinha me resultou em uma semana limpando Gnomos Saqueadores do jardim da escola.
A diretora ficou furiosa:
— É por isso que esse tipo de habilidade deve ser ensinada somente a pessoas com habilidade de aprendizado. — ela revirou os olhos. — Bruxos, no caso.
Draven (meu novo arqui-inimigo), saiu ileso.
Comentários
- Júlia10 de jul. de 2026
Eu to amando tudo nesses capítulos!!! Menos o Draven🙄
- Isa Fersou (Autora)10 de jul. de 2026
Com certeza menos os Draven !! :'D
- Panetone10 de jul. de 2026
SIMMM
- Evelyn Victoria10 de jul. de 2026
Amei o capítulo. Não gostei do draven
- Glória ( ̄∇ ̄)11 de jul. de 2026
Adorei muito!!!!!
- Ivy18 de jul. de 2026
Amei tudo! (Exceto o draven...)
- Andre24 de jul. de 2026
Aiai esse Draven ele jura que está arrasando;_; cadê a autora para dar um jeito nele no próximo cap a Isa Jajá vai dar um jeito nele